Portugal rompeu com o passado na evolução tecnológica, diz Sócrates

O primeiro-ministro defendeu hoje que Portugal é o que mais está a crescer no grupo de países europeus de inovação moderada, e que a economia nacional conheceu uma ruptura neste domínio nos últimos anos.

As palavras de José Sócrates foram proferidas no final de uma vista à Vision-Box, empresa instalada em Carnaxide, cuja tecnologia serviu de base ao cartão único do cidadão e ao passaporte electrónico, e que reivindica ser actualmente líder mundial no mercado de controlo electrónico de fronteiras.

Antes do discurso de José Sócrates o ministro da Economia, Vieira da Silva, referiu-se à divulgação recente de dados referentes ao ranking europeu da inovação, em que Portugal “voltou a subir” e se encontrava no final de 2009 na 16.ª posição (em 2006 estava em 22.º). Vieira da Silva acrescentou que, no grupo de países moderadamente inovadores, Portugal é o país que mais está a crescer ao nível europeu.

José Sócrates pegou depois nestes dados para sustentar que, na sequência da aplicação do Plano Tecnológico, Portugal “conheceu uma ruptura” em termos de inovação, sendo a empresa Vision-Box um dos exemplos dessa evolução. “Quando lançámos a ideia do Plano Tecnológico era em empresas como a vossa que estávamos a pensar”, disse o líder do “xecutivo, dirigindo-se aos administradores da Vision-Box.

A Vision-Box resultou de um spin-off do Instituto Nacional de Tecnologias de Informação (INETI) e explorou o ramo das tecnologias aplicadas à segurança electrónica. “É deste espírito que o País precisa, de quem arrisque, quem tenha iniciativa e quem aceite correr riscos”, afirmou José Sócrates. Numa visita em que esteve acompanhado pelos secretários de Estado Carlos Zorrinho e Maria Manuel Leitão Marques, o primeiro-ministro defendeu que nos últimos cinco anos “Portugal fez progressos notáveis” no campo tecnológico. “Tivemos pela primeira vez uma balança tecnológica positiva. Aconteceu em Portugal uma ruptura com o passado”.

A Vision-Box registou em 2009 um volume de negócios na ordem dos 9 mil milhões de euros, exportando tecnologias para mercados que vão da Venezuela à Finlândia. Fundada em 2001, a empresa concentra a sua actividade na prestação de serviços sobre identidade electrónica baseada na recolha de dados biométricos no controlo de fronteiras (especialmente em aeroportos) e em soluções para gestão de vídeo digital.

Fonte: OJE/Lusa

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